À Musa do Próprio Encanto
Quão grandiosa é a virtude que só serve em causa própria?
Condicionada a si mesma,
anela falsa nobreza,
ser invejada na glória.
Quão valioso é o arroubo no inflar-se de si mesmo?
Busca Narciso a beleza,
Mas esquece da presteza
para com quem anda a esmo.
Que titubeie, ó carola,
ó deusa que a si consola,
ó musa do próprio encanto.
Busca no mundo o teu canto,
Não te pedirei esmola.
Dos brinquedos que tu brincas, já fiz prova e passei cola.
Condicionada a si mesma,
anela falsa nobreza,
ser invejada na glória.
Quão valioso é o arroubo no inflar-se de si mesmo?
Busca Narciso a beleza,
Mas esquece da presteza
para com quem anda a esmo.
Que titubeie, ó carola,
ó deusa que a si consola,
ó musa do próprio encanto.
Busca no mundo o teu canto,
Não te pedirei esmola.
Dos brinquedos que tu brincas, já fiz prova e passei cola.
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