Armadurando o Peito

Distância, frieza,
Em nome de uma leveza.
Suo frio, sangra o peito,
Mas armadurei meu jeito
E não quero dar pra trás.

Mais que isso, é que me apraz,
Me regozijo e deleito,
Com um só abraço e beijo,
Um sorriso satisfeito,
Um olhar do coração.

É tremenda a emoção,
Quando diz que a mim me quer,
Quando em mim se faz mulher,
Segundos na imensidão.

Mas confesso, temeroso,
Que me angustia ainda a dor,
De não saber se tem fim,
Nosso jeito será assim?
É conquista ou desamor?

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